Vegano? Orgânico? Natural? Qual a diferença?

Por Carla Genaro

É cada vez maior o interesse da população por cosméticos e produtos de higiene pessoal livres de ingredientes que possam ser nocivos à saúde, e também ao meio ambiente. Ao longo dos anos, o consumidor passou a buscar beleza atrelado a saúde, levando-o a realizar cada vez mais compras conscientes.

Primeiro ponto a destacar: falta legislação adequada que defina regras claras quanto à classificação de cosméticos no mercado brasileiro. Por isso há tanta divergência nos conceitos de cosméticos natural, orgânico e vegano. Abaixo, uma explicação resumida desses conceitos:

Cosmético natural: De acordo com órgãos particulares que inspecionam várias marcas de produtos orgânicos e naturais no nosso país e lá fora, para ser natural o produto precisa conter no mínimo 95% de ingredientes naturais, e 5% de ingredientes orgânicos e/ou sintéticos.

Cosmético orgânico: Existem regras diferentes entre as certificadoras quanto à concentração de ingredientes orgânicos e naturais em cada produto – a de orgânicos varia de 30 a 95%, sendo que os outros ingredientes devem ser naturais, além de água. É formulado com matérias-primas naturais, produzidas com base na sustentabilidade. A plantação e colheita não agridem o meio ambiente, pois são livres de agrotóxicos e outros agentes químicos

Cosmético vegano: Um cosmético ser vegano não tem a ver com ele ser natural ou orgânico, mas sim com o fato de ele não possuir ingredientes de origem animal como mel, leite, cera de abelha, lanolina ou colágeno, muitas vezes encontrados em cosméticos naturais e nem ser testado em animais.

Embora as explicações sejam um pouco técnicas, o mais importante é que o consumidor possa saber que ainda não existe uma legislação sólida no Brasil acerca desses produtos.

A procura por cosméticos naturais e orgânicos vem crescendo, como reflexo de uma cultura que surge a partir de mudanças nos hábitos de consumo. A população está cada dia mais consciente a respeito de questões ambientais e de saúde, e procuram cada vez mais empresas que não agridem o meio ambiente, não testam seus produtos em animais e que não utilizam ingredientes derivados do petróleo nas suas formulações.

Assim cada vez mais este mercado cresce, exigindo das empresas do setor maiores investimentos e inovações em produtos orgânicos, naturais e veganos.

 

 

FONTES: Alva Brasil, Face It Vegan Beauty, Vogue, AUA Natural.